Caso · Sucessório e Patrimonial
O patrimônio existe, mas o dinheiro para tocar a sucessão não
Contexto
Eduardo construiu, ao longo de 25 anos, uma empresa de médio porte e uma propriedade rural que dava sustentação a parte do negócio. No papel, era um patrimônio sólido. Na prática, quase tudo estava imobilizado: participação societária, terra e maquinário. Eduardo nos procurou depois de acompanhar de perto o inventário de um amigo, cuja família precisou vender parte da empresa às pressas só para pagar ITCMD, honorários e taxas de inventário. Ele queria saber se, se algo acontecesse com ele amanhã, sua própria família passaria pelo mesmo aperto.
O risco
A resposta, depois de levantar os números, foi sim. O patrimônio de Eduardo tinha valor expressivo, mas nenhuma reserva de liquidez associada a ele. Os herdeiros teriam bens, mas não teriam caixa, e precisariam decidir em poucos meses entre vender participação societária, tomar empréstimo ou pressionar a empresa a distribuir recursos que comprometeriam sua operação.
A estrutura
A estrutura foi reorganizada para separar patrimônio de liquidez. Contratou-se seguro de vida em valor calculado para cobrir os custos estimados de inventário e ITCMD sobre o conjunto de bens, de forma que a indenização chegasse à família em dias, não em meses. Na holding que já concentrava as participações de Eduardo, parte dos lucros passou a ser retida propositalmente como reserva financeira, em vez de ser reinvestida por completo.
O efeito prático
O resultado não mudou o valor do patrimônio de Eduardo. Mudou o que aconteceria com a família no dia em que ele precisasse ser sucedido.
Situação hipotética; não descreve cliente determinado e não antecipa resultado.